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Número de mulheres que são chefe de família aumentou em MS

altAs mulheres estão chefiando mais famílias em Mato Grosso do Sul, têm salário médio de R$ 1 mil e, na média, têm mais estudo que os homens. Os dados foram revelados por um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o mercado de trabalho.

Outra informação relevante é que as mulheres mais pobres são as que mais ajudam na renda familiar. Entre os destaques, o número de mulheres ativas no mercado de trabalho subiu de 51%, em 2000, para 54% em 2010. Já a responsabilidade feminina nos domicílios cresceu de 24% para 38%, em 2000 e 2010, respectivamente.

De acordo com a coordenadora regional de divulgação de pesquisa do IBGE, Isabel de Paula Costa, a renda média da sul-mato-grossense, em 2013, é de R$ 1.089,18. “Os homens continuam ganhando mais, em torno de R$ 1.549,81 em nosso Estado”, ressalta.

As profissões que mais recebem mulheres são a educação, com 83%, e as artes, com 74%

A pesquisa também mostra que as mulheres frequentam mais cursos superiores do que os homens, 15,1% contra 12,6%. “Já no ensino fundamental, os homens sul-mato-grossenses representam 63,1% e as mulheres 57,8%”, comenta Isabel.

A técnica em enfermagem Romeslânia Barbosa Ramos, de 42 anos, diz que ganha R$ 1.500,00 a mais que o marido. “Meu esposo trabalha como operador de empilhadeira e eu, além de trabalhar na área clínica, também dou aulas em cursos de enfermagem e de secretariado e prevenção de acidentes”, conta.

Ela diz, ainda, que embora ganhe bem mais que o marido, não se considera a chefe da casa. Romeslânia tem três filhos já casados e uma ainda solteira que vive com o casal.

Dione Nascimento, que é ligada à arte, profissão considerada prevalente entre as mulheres, diz que é separada há mais de cinco anos. “Eu me sustento sozinha, sou uma mulher independente. Mesmo na época que eu era casada sempre trabalhei fora”, acentua.

A auxiliar de serviços gerais Sueli Batista, de 20 anos, está terminando o ensino médio e sonha em cursar uma faculdade. “Quero ser engenheira, pois quero ganhar pelo menos igual ao meu marido”, conta.

Por sua vez, Adailza Vieira, de 30 anos, afirma que depende financeiramente do marido, bem como não terminou os estudos. “Estudei até a 6ª série e não quero mais isso. Porém, vou incentivar meus filhos a se formarem”, conclui.

Fonte: Nova News

 
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