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Greve paralisa a construção civil em Mato Grosso do Sul

altMais de 120 mil trabalhadores da construção civil de Mato Grosso do Sul entram em greve a partir de amanhã. Somente em Dourados, são mais de 10 mil funcionários. A paralisação, por tempo indeterminado, acontece como resposta à negativa da classe empresarial de promover aumento salarial.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom), José Abelha Neto, os trabalhadores reivindicam 30% de reajuste para os pisos salariais e 15% para quem ganha acima do piso. A decisão da categoria foi tomada em assembleia geral realizada na semana passada.

“Hoje vamos intensificar essa informação e a partir de quarta-feira faremos uma paralisação geral das obras do Estado. A concentração acontece em Campo Grande”, afirmou José Abelha. Segundo ele, a última assembleia da categoria foi marcada pela participação ativa dos trabalhadores que, durante o debate, rejeitaram as propostas oferecidas pelos patrões. “A Proposta do Sinduscon-MS, não cobre sequer a inflação do ano”, critica Abelha Neto sobre os 5,39% oferecidos pelos empresários.

O Sintracom, segundo Abelha Neto, pede equiparação com os salários pagos, pelo mesmo trabalho em outros estados da federação, como São Paulo, onde os valores chegam a 30% de diferença do valor pago aos trabalhadores no Mato Grosso do Sul.

Os trabalhadores reclamaram também que a proposta de equiparação salarial com os trabalhadores de São Paulo está nas mãos dos empresários há mais de 70 dias. “Eles não deram bola e só agora apareceram com 5,39%, uma miséria de reajuste”, afirmou o sindicalista.

Para reforçar o movimento de greve, o Sintracom vai contar com o apoio de uma central de trabalhadores e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Mato Grosso do Sul, a Fetricom/MS.

Crescimento do Setor

Levantamento recente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems)mostra que a indústria da construção civil no Estado estima crescer em torno de 3,5% neste ano em relação ao faturamento de R$ 2,26 bilhões, obtido no ano passado, representando algo em torno de R$ 2,33 bilhões. A estimativa mantém o mesmo índice de 2013, com possibilidade de retração, conforme avaliação do presidente do Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo.

Ele explica que a indústria da construção civil enfrenta entraves com o governo. “Temos muita demora em relação às licenças ambientais, licenças construtivas, alvarás, habites e registro de imóveis. Isso tem atrapalhado o segmento e, por isso, o empresariado entra o ano ainda receoso”, disse. Outro fator que tem freado um crescimento maior do segmento são os preços.

 
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